quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fórum de Debates Espíritas em Pernambuco - 2009

Olá amigos e leitores, aproveito meu tempo livre para falar-lhes de um evento que ocorrerá nos dias 07 e 08 de Novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, o Forespe - Fórum de Debates Espíritas em Pernambuco.

Este ano, ele traz um tema muito interessante e necessário para nós hoje: "REFLETINDO AS PRÁTICAS ESPÍRITAS NO SÉCULO 21".

Porque este assunto é importante hoje: pelo simples fato de que, dando um passeio por várias casas espíritas neste nosso Brasil imenso, poderemos perceber facilmente que há muitas coisas tidas como 'espíritas' dentro das paredes de uma instituição 'espírita'.

A FEB, numa de suas ações para auxiliar o correto entendimento da Doutrina dos Espíritos disponibiliza no seu site e através de campanhas e panfletos um texto explicando o que deve ser entendido como prática espírita. Incluindo o uso do estudo, da razão e do bom senso.

Entretanto, como enfatizava Herculano Pires na década de 70, "a grande propagação popular [do Espiritismo] criou um campo fértil para exploração dos aventureiros, ansiosos por firmarem a sua reputação de grandes entendidos do assunto, grandes médiuns e oradores de tipo anacrônico".

Há, ainda, muita reflexão, muito estudo, muita pesquisa a ser estimulada dentro do Movimento Espírita Brasileiro [ou MEB], quiçá, em outras nações onde ele ainda é incipiente.

Pois, quanto mais se populariza, mais ele é afetado por 'achismos', e tantas outras ervas daninhas semeadas em nossa terra. Há, conforme um livro do próprio Herculano Pires [figura ímpar na defesa dos princípios doutrinários e referência que deveria ser nos estudos espíritas por ser, conforme enfatizou Emannuel: 'o melhor metro que mediu Kardec'], chamado A Pedra e o Joio, em que ele enfatiza este trabalho de colheita 'seletiva' separando o joio do trigo. Entretanto, se fôssemos indicar algum livro dele como leitura, a lista seria longa, entretanto, O Espírito e o Tempo, Mediunidade, Introdução à Filosofia Espírita, Os Filósofos, Ciência Espírita e suas implicações terapêuticas, são alguns que devem ser lidos e estudados [após a codificação e Revistas Espíritas, claro], só para ficar em alguns dos mais importantes.

E é por isso que acredito ser válida, senão imprescindível, que aconteçam Fóruns de Debates Espíritas, como o Forespe, onde sejam abordados temas como este, pois precisamos dialogar e trazer novamente para nosso seio aquele espírito perquiridor tão notável em Kardec.

Para mim, que apesar de pouca, já possuo experiência com a tribuna, o que se faz hoje [com exaustivo enfoque nos temas 'evangélicos' ao se estudar o Evangelho segundo o Espiritismo] é se utilizar de um espaço e tempo para realizar sermões como os padres do passado ou para provocarmos reflexões?

Compreendemos o alcance do que o Espiritismo nos ensina em torno da caridade ou nos acostumamos a praticar o 'assistencialismo', mantendo, como li certa vez em um texto de Rosimere Kiss [expositora espírita pernambucana], três gerações de uma mesma família [avó, mãe e filha] numa rede interminável de dependência ao invés de auxiliá-las a conquistarem seu espaço e proverem a si mesmas, através das famosas cestas da 'campanha do quilo'?

E como entender essa assistência dada nas instituições espíritas como forma de promoção social, fornecendo não só o pão, mas ensinando a pescar? Com oficinas que auxiliem a dar uma formação profissional. Uma saída para isto, sem ficar oneroso para uma só insituição, seria criar-se uma rede de auxílio mútuo entre os CE's [Centros Espíritas] para que se pudesse criar uma instituição social com esta finalidade. Ajudando pessoas de comunidades carentes. É uma saída.

Outro sub-tema tratado no evento é a questão do sofrimento segundo o Espiritismo. Devemos calar a dor e seguir resignados nosso calvário, sem poder nem levantar a cabeça? Como entender esta possível [e falsa] 'apologia à dor'? Como funciona o processo educativo de Deus segundo a visão espírita? O que significa, realmente, a dor para o Espiritismo?

E as tão faladas práticas espíritas, seguem fiéis aos princípios espíritas? O que seria o nosso passe, hoje, para os espíritas? Seria mais uma panacéia destinada a curar todo e qualquer mal, até a ignorância? Em que estão firmados os seus princípios? Kardec defendeu e divulgou o Magnetismo como forma de cura? Teria o Passe alguma coisa a ver com o Magnetismo? E quando ele não cura, é culpa de quem?

E a desobsessão? Seu formato não atende mais à mentalidade do século 21, ou o problema seriam os espíritas que, mal formados e mal instruídos, começam a depositar nos outros [ou nos tratamentos] a parcela que lhe cabe no processo de mudança interior, ou para me servir de uma palavra em moda, da sua mudança de 'paradigmas'?

Teria algo de errado com ela, estando assim, ultrapassada, ou estaríamos nós julgando apressadamente, por uma observação incompleta? Seria o processo de doutrinação simples tentativa de catequização aos moldes jesuíticos do passado, ou seriam mais uma aplicação equivocada da possibilidade [e necessidade] de se dialogar com os Espíritos obsessores numa tentativa de lhe sensibilizar as fibras mais íntimas, auxiliando-o neste processo de mudança interior? Precisaríamos de quantas 'metrias' para entender o 'foco' principal da DE? Seriam elas, realmente, a mudança necessária?

Como podem observar meus caros leitores, um tema destes, se aproveitado da forma como imagino que vai ser, não é algo que deva ser ignorado! É uma oportunidade ímpar! Ou no mínimo, é uma ótima oportunidade de, ao menos, iniciarmos um processo de catarse no MEB e em nós.

E situações como estas podem ser observadas, principalmente, em instituições tidas como 'exemplo' para outras instituições tanto do interior, como da capital e de outras cidades em outros estados.

Há, ainda, muito pouca reflexão em torno de temas que muitos preferem não tocar por acharem ser extremamente polêmicos. Entretanto, para o espírita, a busca pela verdade deveria ser o foco principal, sempre amparado por larga pesquisa, tanto compulsando o material dos encarnados como dos desencarnados e dialogando com eles, numa prática esquecida e desvirtuada chamada: evocação.

Não como comumente se entende, mas como nos foi legada pelo nobre codificador. Entretanto, isto é assunto para outra oportunidade, e divagar sobre ele aqui seria fugir ao objetivo que me propus: divulgar um evento que julgo imperdível e necessário, quando centraliza a reflexão dentro dos princípios espíritas.

Bom, é isso. Mais abaixo, colarei os temas e sub-temas a serem tratados durante o evento e desejo que ele possa atingir não só as minhas expectativas, mas de todos aqueles que desejam ver o Espiritismo melhor compreendido e praticado não só no Brasil, ou em Pernambuco, mas em qualquer parte do mundo.

Abraços, bons estudos e boas reflexões!

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Anexo:

FORUM DE DEBATES ESPÍRITAS EM PERNAMBUCO - FORESPE 2009

"REFLETINDO AS PRÁTICAS ESPÍRITAS NO SÉCULO 21"

Dia 07/11/09
Tema: Comunicação Espírita: Monólogo ou Interatividade?
Subtema: 1. Tribuna Espírita: Do Sermão à Reflexão
Subtema: 2. O Espaço Espírita como Oficina do Construtivismo Moral

Tema: Centro Espírita: Hospital ou Escola do Espírito?
Subtema: 1. Revendo os Tratamentos Espirituais
Subtema: 2. Uma Proposta Pedagógica para a Casa Espírita

Dia 08/11/09
Tema: Caridade Espírita: Assistencialismo ou Promoção Humana?
Subtema: 1. A Política Nacional de Assistência Social – Uma Visão de Estado
Subtema: 2.Do Mero Assistencialismo à Formação Cidadã – Uma Visão Espírita

Tema: Conteúdo Espírita: Castigo ou Evolução?
Subtema: 1. Cultura do Sofrimento x Cultura da Felicidade
Subtema: 2. Amor: A Grande Mensagem da Evolução

Investimento: R$ 20, 00.

Paralelamente ao evento estarão ocorrendo o Foresteen e o Forespinho, destinado a atender ao público infantil e jovem. Dos 4 aos 18 anos. As inscrições para eles custam R$ 10,00.

E-mail para contato: forespe@hotmail.com.

domingo, 20 de setembro de 2009

"Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar"

Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é necessário também que o que vive do seu trabalho encontre ocupação, e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, toma as proporções de um flagelo, como a escassez.

A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo, mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, sofrerá sempre intermitências e durante essas fases o trabalhador tem necessidade de viver.

Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos.

Quando se pensa na massa de indivíduos diariamente lançados na corrente da população, sem princípios, sem freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das conseqüências desastrosas desse fato?

Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si mesmo e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis.

A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar. Nisso está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos.

Fonte: O Livro dos Espíritos, questão 685-a, comentário de Kardec.

Boas reflexões.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sobre A Memória e o Tempo


É terrível pensar que nada é esquecido; que nem um mero juramento pronunciado deixa de vibrar através dos tempos, numa ampla corrente disseminadora de som; que nem uma prece é murmurada sem que o seu registro seja fixado nas leis da natureza pelo selo indelével da vontade do Todo-Poderoso. [Peter Cooper, filantropo americano]

Olá! Como vai você? Tudo bem? Espero que sim.

Retorno, meus caros amigos e leitores, com a incumbência de lhes escrever sobre este livro que está entre uma das mais importantes aquisições que já fiz até hoje.


A Memória e o tempo é o nome do livro. E o seu autor: Hermínio C. Miranda.


Hermínio é um autor já conhecido no meio espírita e, por que não, no meio não-espírita, não só pelos seus muitos livros mas, por sua profundidade e sagacidade. Não é à toa que o apelidaram de 'o escriba'. Autor de livros importantes no contexto doutrinário como Diálogo com as Sombras e A Diversidade dos Carismas, que abordam o problema do diálogo com os espíritos, a famosa 'doutrinação', e a questão da mediunidade, em um estudo não menos complexo, respectivamente. Bem como de outros livros dentro da temática [que posso dizer de sua autoria?] Arqueologia do Espírito: As sete vidas de Fénelon, Arquivos Psíquicos do Egito, Alquimia da Mente, A Noviça e o Faraó, entre outros.


O objetivo do livro é, ao analisar a problemática do tempo e da memória, tentar entender a mecânica do processo não só de armazenagem, mas de acesso às nossas recordações.


Como acessar nosso conteúdo, nossa memória integral, hoje, para tentar entender e solucionar um problema por que estamos passando? Estaria ela ali totalmente organizada vida por vida, do nascimento à morte? Será que um estado depressivo, uma neurose, uma fobia, ou até o autismo poderiam ser mais bem compreendidos, quiçá, curados após um processo de catarse reflexiva [ou ab-reação nos dizeres psicanalíticos freudianos]?


Entretanto, o que é o tempo? É simplesmente a sucessão das coisas, dos segundos, minutos, horas, dias, séculos e milênios? Quem que nunca achou que soubesse o que seja o tempo e que, entretanto, não se via sem palavras para explicá-lo a outrem? E a memória seria apenas o acumular dos conhecimentos, experiências e emoções [traumáticas ou felizes]?


Sobre o tempo, certa vez enunciou Santo Agostinho:
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"Que é, então, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se desejo explicá-lo a alguém que me pergunte, não sei mais".

Você já se viu em tamanha enrascada antes? Eu já!

E a memória?

Segundo o Dicionário Aurélio ela é a "faculdade de reter idéias, impressões e conhecimentos adquiridos anteriormente". E ainda: "lembrança, reminiscência, recordação".

E Hermínio Miranda complementa:

"A memória é um receptáculo de idéias que em algum tempo foram ali depositadas e que podem, com relativa facilidade e presteza, ser recuperadas ou relembradas".

É assim que, com estes conceitos postos [e aqui estão apenas umas pinceladas dos conceitos e análises emitidos] que o Hermínio vai tecendo sua teia de informações e construindo, em nós, ou talvez até desconstruindo, conceitos e visões diferenciadas sobre o tempo, a memória, e sobre a regressão da memória com fins terapêuticos.


E este é um ponto importante: todas as suas elucubrações não visam, tão somente, a mera curiosidade de se saber quem foi no passado para satisfazer um desejo fútil. Do contrário, em todo o seu livro observamos sua tentativa de deixar o mais claro possível, não só que a Terapia de Regressão às Vidas Passadas [ou TVP] tem um fim quase que exclusivamente terapêutico, ou de pesquisas com estes fins. E mais: que as próprias Ciências Psi [Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise] deveriam reavaliar não só seus métodos de análise e cura, bem como muitos de seus conceitos e fundamentos, os ditos dogmas, para que possam passar a tratar verdadeiramente daquilo que dá nome a si mesmas: Psi = Alma, Espírito Imortal!


Com uma introdução, VIII capítulos e um posfácio, o livro de Hermínio é, para quem já o conhece, de uma riqueza de conceitos, informações e reflexões inúmeras.


Além de nos apresentar o que aprendeu e refletiu após mais de 20 anos estudando o tema, ele nos brinda com uma 'síntese' da história do magnetismo animal, bem sucinta, é verdade, mas sumamente interessante. Para depois nos brindar com um estudo detalhado tanto dos achados e obras do famoso Albert de Rochas, como de Freud, o insigne pensador vienense que, se tivesse aceitado, ou ao menos tratado com menos preconceito, os conhecimentos já adquiridos sobre a Alma, ou mente para quem trata da matéria Psi, teria deixado uma obra tão fenomenal quão ousada do que a que nos brindou com sua inteligência ímpar.


E com que surpresa passamos a conhecer psicólogos, tão ousados quanto o próprio Freud, e que aceitaram, mesmo relutantemente, a realidade das vidas sucessivas e da comunicabilidade do espírito imortal, bem como todas as suas consequências daí advindas. Gente como a Dra. Edith Fiore, o Dr. Carl Wickland, o Dr. Denis Kelsey e a Dra. Helen Wambach, além do sensitivo Edgar Cayce.


São tantas informações, tanta riqueza que não pude segurar a vontade de dividir estas impressões com você, meu caro leitor e leitora, mesmo correndo o risco de não conseguir transmitir com a facilidade que o Hermínio aquilo que, ainda agora, continua a me fazer refletir.


É isso, meu dever está cumprido [eu acho!]. Espero ter suscitado em cada um de vocês o desejo de conhecer esta obra ímpar, e que é leitura obrigatória não só para quem tem interesse em desvendar os escaninhos do tempo e da memória, mas, de todo o Espírita que tenta se compreender como espírito imortal com um acervo de experiências e dores e alegrias tão grande e tão rico, que é um desperdício não tentar levar a sério a famosa frase adotada por Sócrates ao visitar o Oráculo de Delfos, e que consta da questão 919 de O Livro dos Espíritos: "Conhece-te a ti mesmo".


Pois também dizia Sócrates que "A vida não-examinada não vale a pena ser vivida".


Conheçamos-nos, oras pois! E vivamos, sem traumas, sem fobias nem neuroses!

Bons estudos, e até a próxima!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Terapia da Oração

Recurso valioso para todo momento ou necessidade, a oração encontra-se ao alcance de quem deseja paz e realização, alterando para melhor os fatores que fomentam a vida e facultam o seu desenvolvimento.

A oração é o instrumento pelo qual a criatura fala a Deus, e a inspiração lhe chega na condição de divina resposta.

Quando alguém ora, luariza a paisagem mental e inunda-se de paz, revitalizando os fulcros da energia mantenedora da vida.

A oração sincera, feita de entrega íntima a Deus, desenvolve a percepção de realidades normalmente não detectadas, que fazem parte do mundo extrafísico.

O ser material é condensação do energético, real, transitoriamente organizado em complexos celulares para o objetivo essencial da evolução. Desarticulando-se, ou sofrendo influências degenerativas, necessita de reparos nos intrincados mecanismos vibratórios, de modo a recompor-se, reequilibrar-se e manter a harmonia indispensável, para alcançar a finalidade a que se destina.

***

O psiquismo que ora, consegue resistências no campo de energia, que converte em forças de manutenção dos equipamentos nervosos funcionais da mente e do corpo.

A oração induz à paz e produz estabilidade emocional, geradora de saúde integral.

A mente que ora, sintoniza com as Fontes da Vida, enriquecendo-se de forças espirituais e lucidez.

Terapia valiosa, a oração atrai as energias refazentes que reajustam moléculas orgânicas no mapa do equilíbrio físico, ao tempo que dinamiza as potencialidades psíquicas e emocionais, revigorando o indivíduo.

Quando um enfermo ora, recebe valiosa transfusão de forças, que vitalizam os leucócitos para a batalha da saúde e sustentação dos campos imunológicos, restaurando-lhes as defesas.

***

O indivíduo é sempre o resultado dos pensamentos que elabora, que acolhe e que emite.

O pessimista autodestrói-se, enquanto o otimista auto-sustenta-se.

Aquele que crê nas próprias possibilidades desenvolve-as, aprimora-as e maneja-as com segurança.

Aqueloutro que duvida de si mesmo e dos próprios recursos, envolvendo-se em psicosfera perturbadora, desarranja os centros de força e exaure-se, especialmente quando enfermo. Assemelha-se a uma vela acesa nas duas extremidades, que consome duplamente o combustível que sustenta a luz, até sua extinção.

A mente que se vincula à oração ilumina-se sem desprender vitalidade, antes haurindo-a, e mais expandindo a claridade que possui.

Envolvendo-se nas irradiações da oração a que se entregue, logrará o ser enriquecer-se de saúde, de alegria e paz, porquanto a oração é o interfone poderoso pelo qual ele fala a Deus, e por cujo meio, inspirado e pacificado, recebe a resposta do Pai.

Ao lado, portanto, de qualquer terapia prescrita, seja a oração a de maior significado e a mais simples de ser utilizada.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Cura da Depressão pelo Magnetismo


Olá meus caros confrades espíritas e não-espíritas. É com prazer que retorno para dialogar com vocês. Desta vez, tentarei fazer uma resenha sobre um livro que acabei de ler e que traz uma proposta original e bastante séria: A Cura da Depressão pelo Magnetismo ou, como conhecem alguns, pelos chamados passes!
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Este é o nome do livro [imagem ao lado] que recomendo para todos os que têm interesse em aplicar melhor e com mais qualidade o magnetismo curador.
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O livro aborda a questão não só do ponto de vista da aplicação do magnetismo como do ponto de vista de um magnetizador espírita que sofreu muito ao passar por uma depressão de caráter grave, com uma duração de 6 meses.
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Desta forma, não é tão somente uma obra de iniciativa de quem conhece o assunto teoricamente, mas, de alguém que vivenciou não só a doença que ataca cerca de 20 % da população mundial como também que viu o poder dos passes tidos por alguns como 'milagrosos' e sem necessidade de técnicas serem completamente inceficazes para auxiliá-lo a sair da depressão, quando muito, ainda o fez se sentir pior do que antes de cada aplicação.
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E durante o livro ele vai contando como entrou em depressão, como saiu, qual a influência real que tiveram os passes, como começou a perceber e estudar a correta aplicação do magnetismo na cura desta doença, suas primeiras vítimas, seus aprofundamentos, o roteiro da aplicação de um TDM [resumo de Tratamento da Depressão por Magnetismo e que é como ele chama estes passes em específico], a influência dos centros de força [em especial do esplênico ] tanto no início da doença bem como no tratamento magnético da mesma, bem como realiza oportunas reflexões sobre o suicídio, a esperança, e ainda avalia certos mitos em torno da problemática. E no fim ainda temos alguns depoimentos de pessoas que obtiveram a cura da depressão com este tratamento.
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Enfim, sua leitura nos leva a indagar sobre nossas responsabilidades para com as diversas pessoas que atendemos nos centros espíritas não só deste nosso Brasil imenso, mas de todo o globo, como nos leva a repensar nossa participação [ativa] em todo o processo magnético [fluídico], bem como da real participação dos Espíritos, que estão sempre presentes, entretanto, nem sempre presença significa atuação.
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Sua leitura, segue o conselho, deve ser feita após um estudo sério de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e A Gênese, bem como de outros livros seus: O Passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática; Manual do Passista e Reavaliando Verdades Distorcidas.
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Pois, como disse Charles Mingus [citação do livro citado]: "Complicar aquilo que é simples é lugar-comum; tornar simples o que é complicado é criatividade" e é isto, precisamente, que faz o Jacob Melo há bastante tempo: simplificar aquilo que é complicado, ou ao menos, aquilo que é tido por complicado: o Magnetismo!
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E que fique claro: A DEPRESÃO TEM CURA SIM!
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Bons estudos!
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"O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fábulas, em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa é o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de crença ridícula". [O Livro dos Espíritos, comentário de Kardec à questão 555]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Uma informação

Olá meus caríssimos leitores, devido a problemas pessoais e a alguns estudos que necessito fazer é que atrasei a postagem de artigos aqui.

Ultimamente estou me dedicando a tentar conhecer melhor o que seja o Magnetismo Espírita, tão desconhecido em nossas terras, mesmo sendo o alvo maior dos esforços de Kardec tanto que vivia afirmando que o Espiritismo e Magnetismo são ciências irmãs.

Espero que tudo dê certo e possa rapidamente voltar a postar com regularidade.

Um forte abraço a todos e que Deus nos abençoe!

Bons estudos!

sábado, 28 de março de 2009

Kardec e a questão dos exilados

“As questões sobre a constituição física e os elementos astronômicos dos mundos se compreendem no campo das pesquisas científicas, para cuja efetivação não devem os espíritos poupar-nos os trabalhos que demandam” (O Livro dos Médiuns, nº 296, 32ª)

Caro leitor, Kardec sempre teve muito critério em analisar e aceitar como verdade, ou, no mínimo, como hipótese de valor, qualquer informação ou tese deduzida dos ensinos dos espíritos. Principalmente quando se tratavam de relatos sobre a constituição física de outros globos, estrelas ou o que fosse relativo a informes que dependessem diretamente das pesquisas e avanços da Ciência.

Desta forma, tentaremos ser bastante objetivos neste nosso artigo, tendo em vista a grande polêmica criada em torno de tal assunto. Queremos analisar, com a nossa opinião, o que diz a Codificação e oferecer uma base para que você possa formar sua.

Considerações iniciais

Antes de qualquer coisa, cumpre relembrar, ou tornar claro, que para Kardec “o princípio da reencarnação é uma conseqüência geral da Lei do Progresso”. Isto porque a reencarnação e a Lei do Progresso são pressupostos básicos para se compreender, e aceitar, não só a possibilidade de muitas existências no planeta Terra, como em outros mundos.

Diante deste fato, “que os espíritos saiam para um mundo mais avançado, deixando aquele sobre o qual nada mais possam adquirir (em conhecimentos), assim é, e assim deve ser; tal é o princípio. Se alguns há que antecipadamente deixam o mundo em que vinham se encarnando, isto é devido a causas individuais, que Deus pesa em sua sabedoria”. (grifos nossos)

Nos itens 35,36 e 37 de A Gênese, explica-se que os espíritos, em seu estado errante, compõem a “população espiritual ambiente do globo” e que, pelas mortes e renascimentos (emigrações e imigrações), há uma constante transfusão de elementos em ambos os planos da vida.

Considerando este princípio, podemos compreender que até as calamidades sociais e catástrofes que nos assombram e emocionam (um exemplo recente é o que aconteceu em Santa Catarina), tem um lado útil por permitir um saneamento espiritual e material no local onde acontece.

É o que nos explica Kardec:

“É notável que todas as grandes calamidades que dizimam as populações, são hoje seguidas de uma era de progresso na ordem física, intelectual e moral e, por conseguinte, no estado social dos que vivem naquele determinado povo onde se realizam. É que tiveram por finalidade operar um remanejamento na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo”.

Entretanto, o que nos importar frisar e fixar é que “há, pois, emigrações e imigrações coletivas (e individuais) de um mundo para outro”.

A questão dos exilados

É pelos raciocínios acima que Kardec segue nos conduzindo até informar que, “segundo o ensino dos espíritos, é uma dessas grandes imigrações, ou se assim o quisermos, uma dessas colônias de espíritos de outra esfera, que deu nascimento à raça simbolizada na pessoa de adão, a qual por essa razão é denominada raça adâmica”.

Primeiramente, cabe enfatizar que Kardec afirma ser esta tese “segundo o ensino dos espíritos”, deduzida de várias opiniões e não de uma só, deste ou daquele espírito. Pois, foram eles mesmos que nos informaram que “para tudo o que está fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que alguém possa obter são de caráter individual, sem autenticidade” e, o que é pior, “sendo imprudência aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas”.

E aqui cabe um adendo: ele se refere às ‘revelações’, ou informes, que dependendo exclusivamente do valor que damos à opinião de tal ou qual espírito, possam ser acatadas como verdades incontestes sem a necessária análise e pesquisa e, não, àquilo que é deduzido do ensino de mais de um espírito por, no mínimo, mais de um médium, com todo o rigor possível e toda cautela necessária para tal verificação. Ele critica, enfim, a aceitação cega de uma simples opinião que carece, quando adentra o campo científico, de dados concretos que a comprovem ou que possam lhe dar viés de possível probabilidade.

Um segundo ponto importante é o em que Kardec deixa claro, segundo dedução do ensino dos espíritos, que esta colônia de espíritos exilados é uma dentre muitas que já vieram. Entretanto, esta seria a mais avançada de todas.

Um terceiro ponto que vale ressaltar é o pouco caso que deram os Espíritos e Kardec, à questão da origem planetária destes exilados. Isto pode ter sido por dois motivos:

1º) Pela inutilidade que esta informação teria, do ponto de vista moral, sendo algo de caráter secundário;

2º) Pela impossibilidade que Kardec tinha de comprovar tal informação, pelo pouco que existia de tecnologia disponível não só para as pesquisas astronômicas mas, para toda a Ciência.

E nisto vale ressaltar sua opinião: “[...] é sobretudo nas teorias científicas que precisa haver extrema prudência e guardar-se de dar precipitadamente como verdades alguns sistemas por vezes mais sedutores que reais e que, mais cedo ou mais tarde, podem receber um desmentido oficial (da Ciência). Que sejam apresentados como probabilidades, se forem lógicos, e como podendo servir de base a observações ulteriores, vá; mas seria imprudente tomá-los prematuramente como artigos de fé” (Revista Espírita, julho de 1860, exame crítico, observação geral).

Sendo assim, seja por que médium for, seja qual espírito for, têm que atender a estes requisitos para serem aceitos, de antemão, como probabilidades à espera da sanção do tempo que trará sua comprovação, ou não.

Controvérsias

E meu caro leitor, talvez confirmando o que você possa estar pensando, ou deduzindo, por ser alvo de constantes polêmicas, estes argumentos são válidos, sim, para a teoria da existência dos capelinos como exilados entre nós.

Pois quando um espírito nos informa, afirmando, que: “há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização”, independente do nome que assine e do médium que receba a mensagem, ela deve ser analisada e aceita, a priori, como uma opinião apenas, à espera de outras opiniões e de dados científicos que a comprovem.

E assim sendo, ouso fazer alguns questionamentos:

1º) Se este orbe guarda afinidades com o globo terrestre e aqui excetua-se a hipótese de ser mera referência à população habitante, ou forma de organização social em si, como aceitar tal tese quando a Ciência afirma justamente o contrário?

Pois, conforme os especialistas no ramo, Capela não teria planetas, e mesmo que algum seja encontrado, não apresentaria nenhuma estabilidade, nenhuma condição que possibilitasse, ou que tenha possibilitado, nos últimos dois bilhões de anos, o surgimento de vida como a conhecemos. E antes que possam dizer que a vida poderia ser de tipo diferente, Emannuel, autor da tese acima analisada é quem afirma ter este orbe “muitas afinidades” com o nosso planeta. E quem diz afinidades diz semelhanças, tanto em estrutura, como em biodiversidade. E, portanto, não poderíamos afirmar que um planeta com a estrutura de Júpiter fosse ‘semelhante’, ou afim com o nosso.

Outra coisa, eles, os especialistas, têm por certo que só estrelas simples ocasionam probabilidades reais para o desenvolvimento de formas orgânicas. Capela, porém, é um sistema com nove estrelas (duas principais e mais sete) com tremendas instabilidades. Desta forma, excetuando uma pretensa vantagem espiritual, que opinião tem mais ‘peso’ e soa mais coerente?

E aqui, ainda, uma valiosa opinião de Kardec: “[...] Toda teoria em contradição manifesta com o bom senso, com uma lógica rigorosa, com os dados positivos que possuímos (cientificamente comprovados), por mais respeitável que seja o nome que assine, deve ser rejeitada” (O Evangelho segundo o Espiritismo, introdução, capítulo II).

Conclusão

Observemos com atenção que a existência de imigrações e emigrações tanto entre o plano espiritual e o nosso, como entre mundos está suficientemente provada e analisada nas obras da Codificação. Isto é conseqüência natural da Lei do Progresso e do dogma da reencarnação. A tese acima analisada, entretanto, já não cabe aqui como princípio, sequer como hipótese comprovada. Ela cabe tão somente como uma opinião individual, e só.

E isto não invalida todas as outras opiniões do autor de A Caminho da Luz, apenas demonstra que nem sempre ele sabe tudo e que pode errar. Saibamos tirar conclusões lógicas e não partir do raciocínio falso de que uma coisa está errada todo o resto pode estar. Esta é uma perigosa generalização que não raro conduz a equívocos enormes. Aprendamos a analisar as mensagens mediúnicas (ou dos encarnados) com todo o rigor que se espera para poder aceitar algo como verdade.

Pois como enfatizou Erasto: “Não admitais senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. [...] Melhor é repelir DEZ verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça [...]” (O Livro dos Médiuns, item 230).

Diante de tudo isto, meu caro leitor, lhe dou o direito de duvidar, bem como de aceitar minhas opiniões. Pesquise, analise, pergunte à ciência. Forme sua opinião com segurança, após intenso estudo. Entretanto, tome muito cuidado com as ‘verdades’ que aceita sem analisar.

Que Deus nos ilumine caros leitores!

Bons estudos!

Nota: Demos nossa opinião e sabemos que não tínhamos, nem queríamos, ter a pretensão de abordar todo o assunto. Ele teria de ser dividido em partes e não faz parte de meus planos tal empreitada para o momento. Espero que ter deixado claro, como ressaltado ao longo do texto, que a existência de espíritos exilados é fato e que de onde eles venham é um detalhe que nem sempre é necessário se apegar, pelos motivos expostos no texto acima. Repito, o que está em litígio não é o princípio doutrinário da existência de espíritos exilados de outros planetas habitando conosco mas, uma opinião pessoal de um espírito da qual fora criada toda uma teoria sem embasamento científico e contrariada, até agora, pelas informações e comprovações da Ciência. E como tento ser coerente com o Espiritismo neste ponto fico com a Ciência até segunda ordem.